Em Qual Idioma?

English French German Spain Italian Dutch
Russian Portuguese Japanese Korean Arabic Chinese Simplified

Pesquisar...

.

20 maio 2010

Amigo João Qualquer



(Dark Arte Fotos)






   Quem sabe me dizer, qual a essência da palavra amigo?
Alguns dizem, que amigo é aquele com quem somos unha e carne, outros dizem,  que amigo é aquele que chora com cumplicidade as nossas lágrimas,  enfim,  são tantas as frases tão clichês,  que causam uma emoção temporária,  e na maioria das vezes,  essa emoção dura o tempo exato da leitura da dita frase, emoção essa que pode se diluir após o excesso de álcool, com a divergência acalorada sobre determinado assunto, ou com os índices em queda da Bolsa...
Em tantas escolhas que fiz durante a minha vida,  escolhi sentir que amigo é algo que não tem que ser definido, que não necessita de explicações e porques.  Escolhi sentir que amizade é o momento mais puro de amar.
Em todas as formas que conheço de Amor existe sempre a espera por algo em troca, mesmo que inconsciente; os amantes, trocam o prazer, os amados esperam o amor em reverberação,  filhos esperam proteção constante dos pais,  pais esperam reconhecimento dos filhos...
Amigo não, o amigo, na mais verdadeira essência da palavra sente que a Amizade se basta, eu diria que, quando um tal Homem nascido na Galiléia disse  "Ame ao próximo como a ti mesmo",  ele quis dizer  "Seja amigo!",  porque só a amizade tem o dom divino de ser incondicional...
Ao amigo, não interessa, credo, etnia, nível social, sexo, títulos ou postura política,  amigo se faz amigo em um simples segundo, em um pequeno gesto, em uma palavra,  em um abraço,  em um e-mail. Amigo não faz perguntas,  mas tem no seu silêncio todas as respostas...
Amigo pode ser um nobre ancião, ou um menino João qualquer, amigo pode estar gravado na retina,  assim como pode nunca ter sido visto...
Amigo é uma fresta no tempo,  um segredo divino que nos traz de volta à vida,  e nos faz acreditar, que todas as formas de amar, clamam por base o "ser amigo",  e que assim o seja, que todo olhar, que todo o sexo, que toda a saudade,  que toda palavra, sejam nascidos da amizade, que todo idoso, jovem, criança, homem, mulher, poeta, matemático, louco ou lúcido, possa gritar aos ventos o nome de um amigo, e não importa se o amigo se fez na infância ou no dia de ontem, se a geografia os mantém distantes, ou se suas vozes não são ouvidas diariamente,  não importa se a imagem que passeia pela retina tem beleza estética ou ausência dela...Ah! amigo tem um jeito gostoso de ser,  que mais ninguém tem, é  único,  pessoal e intransferível!!!
O que importa é que amigo, é escultura que a força divina talha e alimenta com o sopro de vida,  para que possamos entender e sentir,  o que é Amar!




                                            

                               Ao menino João, um não qualquer...



 

Khalit Sabanur
Ler Todo o Artigo... ►

10 maio 2010

Alma de Órion










"Segue adiante
Cansada e ansiosa alma
Em eloquente fome de ser
Grita calada beirando abismos...
São insanos teus gestos
Em medida lucidez
Singra em areias movediças
Qual serpentear de víbora
Desnuda tua face do hijab
Marca teu passo
Sobre imponentes dunas...
Entrega ao Sirocco teu vazio
Deixa que ao lar
Tal vento te conduza
Despe as amarras torturantes
Sê livre além do tempo
Canta com teu olhar...
Descansa em Órion tua sina
Derrama com teus versos
Ao Leão sombra e frescor
Faz-te embalar pelo derbak
Na eterna dança do amor..."







Khalit Sabanur
Ler Todo o Artigo... ►

29 abril 2010

Diana Krall, Willie Nelson & Elvis Costello

.







Crazy










.
Ler Todo o Artigo... ►

28 abril 2010

Livre de Ti, Dono de Mim











Cai a noite que te traz
Em sonho de brumas
Qual mágico tapete
Das noites do Oriente
E meu coração floresce
Tal vistoso girassol
Em prados de luz solar
Em min'alma teu futuro
Que anseia ser remanso
Teu remanso...
Tua hora de amar...
Alma que se faz teus sonhos
Tua busca tão antiga
Tua espera tão eterna
E entre cânticos e sussurros
Quem te clama por amor
Tem nos olhos
Ondas de areias
De longinquas dunas
E te prepara víveres
Dos quais tens fome
E te oferta...
Em lauto banquete...
Pacifica teu corpo
Acalenta teu sofrer
Ilumina teu sorriso
Banha teus olhos
Com o frescor da esperança
Te leva à rendição...
Faz de ti amado...
E em dueto divino
Escrito é
O pergaminho do tempo
O que d'antes foi busca
É hoje meu colo que te abraça
Te entrego tua herança
Como corsário
Em terras banhadas de mar
É tua a arca buscada
E dentro dela
Tesouros sem fim
Amor, honra...
Sorrisos e paz...
És o mais rico dos homens
És livre de ti
És dono de mim!




Khalit Sabanur
Ler Todo o Artigo... ►

Violão e Cordas











Quero tua presença
Em cada trecho de minha pele,
Teu braço forte,
Tenso em tremores...
Teus olhos fechados
Evitando meu olhar,
Antevendo o que sabes tão bem...
Minha proximidade te tira o eixo,
Te faz navegar em mares revoltos,
Faz liberto teu instinto...
Teu corpo responde,
Como o régio carvalho
Açoitado pelo vento do Leste,
Temes  ter as raízes arrancadas...
Mesmo em resistência ferrenha,
Sabes que és meu,
Sabes que buscas meu cheiro...
É o som da minha voz
Que canta em teus ouvidos,
É minha dança que te envolve
E cristaliza teu olhar...
Mesmo a outra entregue,
É em mim que tua vontade paira,
Se ao amanhecer,
Têm elas o teu adeus,
Tenho eu o teu peito
E o teu remanso...
Se delas te afastas,
É do meu abraço a tua entrega,
E te acolho,
Em atroz mistura
De amor e desejo...
Em tuas mãos eu te odeio,
Enquanto teu sorriso
Faz visível tua alma,
A barba que emoldura teu rosto,
Guarda saliva de beijo Mouro,
E meus cabelos
A força de tuas mãos...
Sentes o que pedistes
E o que temestes,
Somos violão e cordas,
Em dedilhado Flamenco...
Intensos, passionais,
Em palco divino e profano
E mesmo quando a noite,
Te leva a caminhar
Por outras estradas e desvãos,
É a alma Gitana que guarda
O teu desejo...e o teu coração. 


Khalit Sabanur
Ler Todo o Artigo... ►

26 abril 2010

Contágio










   Queria entender,  o antagonismo dos corações humanos...
É curioso, como encontro respostas para perguntas complexas mas não encontro para as perguntas simples dos nossos dias. Acho que se tornou mais fácil termos  as respostas exatas,  científicas,  até  mesmo as  das estatísticas  e  probabilidades,  do que termos as respostas do coração...
Vivo cercada de pessoas que dizem buscar o amor, a sua metade, sua alma gêmea, a "tampa da panela", mas nunca encontram...aí eu pergunto, por que será? E é aí que a coisa se complica, mais fácil seria decifrar o enigma das pirâmides. Será que o motivo é a vulgarização do verbo Amar?...Aliás, alguém atualmente, sabe o real significado desse verbo? O que reparo com frequência é uma idolatria desenfreada aos corpos sarados, malhados, homens e mulheres primando por desfilarem com corpos Apolíneos, sem se importarem com o fato de terem mente e alma totalmente sem conteúdo, sem forma, sem definição. Exercitar neurônios nem pensar! Não importa para o seguidor de Apolo, se ao abrir a boca colocará em uma  mesma frase "menas, pobrema, oculpado" e similares, assim como a sua versão feminina também não está preocupada com a Teoria Do Caos, mas sim com  exuberância dos seus seios e glúteos siliconados, para total sucesso da azaração. A antiga e deliciosa paquera, com aquele olhar insinuante e discretamente convidativo, foi substituída por um radar que busca pela chave de um carro ou pelos cartões de crédito que saem e entram nas carteiras. Perguntas que antes eram, "Qual seu nome?", "Está acompanhada?", "Podemos conversar?", "Posso te ligar?", foram brutalmente substituídas por "Onde mora?" (bairro com status?), "Tem carro?" (qual a marca?), "Trabalha em que?" (quanto ganha?), "Tá afim de sair?" (vamos transar?). O sexo, companheiro inseparável do Amor e tudo de maravilhoso que unia homem e mulher em cumplicidade total, virou elemento de alta rotatividade, não há mais desejo do "Ser", é só catabolismo, necessidade biológica ou exercício de vaidade, enfim...O material, o fútil, tomou o lugar do sentimental, da emoção, vivemos mergulhados em uma constante prevenção, além de não ser mais conjugado o verbo, desacreditamos do Amor e de tudo de bom que ele pode nos causar. Cada vez que nos deparamos com um gesto de carinho, de suavidade e afeto vindos de alguém, pensamos imediatamente, "O que será que está querendo?", "Tá sendo sincero(a) ou viu meu carro novo?". Gosto muito de uma frase dita por Gandhi, "O covarde é incapaz de demonstrar amor, amar é uma prerrogativa dos bravos."...e é impossível não perceber a verdade contida nessa frase, precisamos mesmo de coragem para nos entregarmos ao Amor, nos dias atuais, até porque, masculino e feminino parecem sentir medo da felicidade, buscam por ela com passos trêmulos, incertos. Estamos algemados de tal forma ao material, que não valorizamos a essência, não acreditamos na existência daquilo que dizemos buscar, parece que perdemos a capacidade de sonhar e se sonhamos, deixamos em último plano a idéia de transformar esses sonhos em projetos de vida, desprezando a possibilidade de realizá-los. O medo de amar é tão grande, que cada vez que demonstramos o quanto queremos bem alguém, esse alguém se vê caçado, amedrontado, enquanto deveria se sentir pleno, feliz. E nessa ausência total de Amor, construímos casas mas não temos um Lar, cuidamos do físico mas deixamos minguar a alma, amealhamos bens e jogamos no lixo o coração, engordamos nossas contas bancárias e definhamos a cada dia...sozinhos. Ás vezes, tenho a impressão que amar virou emprego, e para tê-lo, precisamos preencher um "Curriculum Vitae", temos que ter a altura tal, ganhar o salário tal, gostar da música tal, ter a medida tal, morar no bairro tal, dirigir o carro tal...e nessa ciranda fria e efêmera, esquecemos que o Amor não tem medida, tempo, status, formação acadêmica; Amor não escolhe etnia, crença, profissão, título; Amor é abiogênese na Alma, não tem hora, lugar ou motivo para acontecer. Amor nasce para cuidar e ser cuidado...
Constantemente ouço alguém, entre gargalhadas, me chamar de ridícula, palhaça, doente ou louca, por acreditar no Amor; paradoxalmente, me sinto feliz por ser "adjetivada" dessa forma...porque enquanto houver alguém ridículo, palhaço, doente, louco como eu, que mantenha o vírus do Amor vivo dentro de si, haverá também o risco de contágio, e essa doença chamada Amor, eu faço questão de espalhar...

Feliz daquele, que ainda se permite contagiar pelo Amor!




Khalit Sabanur
Ler Todo o Artigo... ►

Flamenco








 Flamenco





Ler Todo o Artigo... ►

24 abril 2010

Lascívia Flamenca




 






"O vento
Entra pela janela
Banhada de noite
Invasor...
Em carruagens de memória
Espalha aos meus ouvidos
O passional Flamenco
Faz dançar alma Gitana
O sapatear frenético
Desliza em doze cordas...
Entre palmas e perfumes
Sorvo tua presença
Qual febre que aplaca o gelo
Entre todos os vermelhos
Há algo de mais rubro
Em teu sangue
Que lateja em mim
Desvastando meus sentidos...
Teu cheiro tal qual cimitarra
Corta minha carne
Com maestria moura
E danço despedaçada
Como que fugindo da dor
Que te pede por cura...
Tua imagem
É meu cálice de loucura
Que bebo como sedenta
Teu olhar me faz atrevida
De matar tua fome
Minha fome
Nossa fome...
E afronto o vento
Tão antigo irmão do tempo
Que me faz fúria
Tão feroz como quem odeia
Tão louca como quem deseja
Tão lasciva...como quem ama."


 



Khalit Sabanur
Ler Todo o Artigo... ►

18 abril 2010

Café, Sax e Jardim











Quero um jardim
É...um jardim
Um jardim com flores
Com café e rede na varanda 
Com lua, luar e violão...
Um jardim tal pauta
De notas musicais
Com jeito de cama aquecida
Em amassados lençóis de paixão...

Quero um jardim de risos
Meio alegria de circo
Meio lágrima de felicidade
Desenhada na face sofrida...
Um jardim qual concha
Com barulho de mar
Como berço de pérola
Feito p'rá me aninhar
E até o fim me fazer brilhar...  


Quero um jardim com beija-flor
E ser flor, do jardim que me beija 

Um jardim que arrepia
Com carinho de bom dia
Com aconchego de boa noite...
Jardim com desejo de cio
De sonho vivido
De corpo tremido
De gozo pedido...  

Quero um jardim só meu
Que tenha como porta um abraço
Meio moleque travesso
Meio guerreiro medieval

Que seja minha água e meu fogo...
Um jardim que me faça canção
Que me ouça, que me enxergue
Me leia e me traduza
E faça sereno o meu coração...

Quero um jardim para o amanhã
No eterno bailar do agora
Assim, com a  minha poesia
Assim, com o som de um sax
Na delícia do vício de amar...
Um jardim...é só o que eu quero
Adubado por um só olhar
P'rá que minha alma sinta
Como é bom...ter para onde voltar


 


Khalit Sabanur
Ler Todo o Artigo... ►

17 abril 2010

Sussurros De Outono




 






Quem vem, em noite de outono?
Qual raio de sol em meio a neblina
Descortinando antiga beleza
Revelando ricos mistérios
Pondo-se diante Esfinge
Tal Édipo pronto e curioso...

Que sonhos, carrega linda alma?
Andou ela em vale de sombras
Esperançosa como a própria liberdade
Em oculto Tártaro doloroso
Buscando outra tão gêmea
Renascida em berço de areias...

Quantos desejos, navega em suas veias?
O que lhe faz tremer a carne
Toca-lhe prima a etérea forma
Como ancestral beijo tatuado
Na sina invisível do ser
Como d'antes seduzido e amado...

Quando gritará, perdido coração?
Clamando o que a ele pertence
Por auroras e poentes
Apartado foi da eterna loucura
Que em encanto o traduz
E em volúpia o inebria...

Sonhastes, desejastes, gritastes
O que fizestes em doce desvario?
Agora...
Meu nome é teu sussurro
Meu corpo teu remanso
E meu amor...O teu destino




Khalit Sabanur
Ler Todo o Artigo... ►

15 abril 2010

Phil Collins

.







 Against All Odds
(Take a Look at Me Now)














.
Ler Todo o Artigo... ►

Loucuras e Letras




 






Desejo...
Que teu dia seja lindo
Com cheirinho de café
Moído na fazenda
Gostinho de pão-de-queijo
Recém saído do forno
Que haja o frescor
Da água de cachoeira
Que teus olhos brilhem
Que teu passo seja leve
Flutuante...
Que teu sorriso
Ilumine teu espaço
E que teu espaço
Seja infinito
Que teu coração
Não caiba no peito
Que tua voz
Queira cantarolar...
Que tua mão
Queira a pena
E que a pena
Queira as Letras
Que sejas intenso louco
Assim como Quixote
Buscando Dulcinéia...

Que teus olhos se fechem
Para enxergar
O que outros não podem ver
Que teus cinzas
Renasçam arco-íris
Que tua vontade
Seja de construir
E que as construções
Sejam de amor...
Que alguém te surpeenda
Olhando para o nada
Repleto de tudo
Que teu desejo
Ofereça também remanso...
Que tua alma enfim
Por um simples segundo
Não se esqueça...de lembrar de mim!




Khalit Sabanur
Ler Todo o Artigo... ►

04 abril 2010

Chamas e Vinhos









"Por que me chamas?
Não vês que danço?
Entre chamas e vinhos...
Não vês?
Sou o tremular do fogo
A essência da noite
O pó da estrada
Não grites o que não podes ver
Silencia no meu olhar
Olha o meu silenciar
Entre sorrisos e música
Segue meus pés descalços
Que desenham a tua melodia
Sem pauta...
A rabeca me conhece
Tão melhor do que pensas
Sabe que sou o tempo, o vento
O perfume da flor
E o cheiro da fêmea
Sorri de volta o meu sorriso
Antes de findar a noite
Tua sorte está lançada
Entre dados e saboroso run
Acerca-te da fogueira
Marca com palmas a tua sina...
Respira a negritude
Em meus cabelos
Sou a Luz
Invasora e reveladora
Sou a roda em minha bandeira
Infinita e atemporal
Sou o ranger e a tenda
Não me dividas
Ou me tomas
Ou te afasta
Faz-me retornar ao berço
Entrega-me à pátria de mim
Sou o sagrado
Muito além do coração profano...
Sou a que ama a vida
Nas asas do pássaro
Ou no uivo do lobo
Emano a doçura de um colibri
Ou a ferocidade do tigre
Sigo o Verbo
Mas empunho adagas
Navego em águas tortuosas
Assim como
Guerreio pelo Amor
Sou Cigana
Nascida no chão
Para melhor ...olhar as estrelas!"






Khalit Sabanur 
Ler Todo o Artigo... ►

01 abril 2010

André Rieu

.









 Ben













.
Ler Todo o Artigo... ►

Só Por Hoje...











Ah coração!
Sossega nesse peito cansado
Não acelere teu caminhar
Pensa em mim
Me cuida
Bate devagar
Não maltrata
Esse sangue chorado
Não faz vibrar meu ser
Ah coração!
Não te aventures pelo vazio
Não te lances em abismos
Contenha-te
A Esperança não te gosta
Não é o teu colo amparador
Não vês o que me fazes?
Sabes bem
Que não te creio mais
Sempre me enganas
Muito embora
Não haja em mim
A Alegria
Sem teu melodioso pulsar
Ah coração!
Deixa-me  de olhos abertos
Não fecha minhas pálpebras
Fazendo-me ver
O que de sonho não passa
Deixa meus pés
Em fusão com a terra
Não me lances aos céus
Qual estrela brilhante
Temo o apagar da Luz
Verto infinitas lágrimas
Ao me tornar cadente
Poupa minha alma
Da tortura do abandono
Deixa-a cicatrizar
O que ainda sangra
Ah coração!
Não te ofereça à outras mãos
Que te farão
Limalha de carne e sangue
Sossega em teu abrigo
Dorme em teu berço
Até o dia raiar
Ao menos por hoje
Só por essa noite
Esquece de amar!




Khalit Sabanur
Ler Todo o Artigo... ►

28 março 2010

Medidas...

 

 





"...Nunca dê uma medida 

para os seus sonhos...

a felicidade pode ter 

um palmo a mais, 

ou a menos, da medida 

que você determinou!"








Khalit Sabanur
Ler Todo o Artigo... ►

26 março 2010

Tesouro de Mulher

 



 






    Hoje, ao cair da tarde,  estava eu entregue aos jornais e revistas,  quando dei de  cara  com  uma  matéria, na qual, uma feminista  daquelas de carteirinha,  sabe?   Com bico de  infezada, cara de mal amada  e  aquele  meigo  jeitinho de T-Rex...
Pois é... a criatura,  baixava  o cacetete  ( se preferir cacete, tudo bem, também prefiro ) nos  homens  impiedosamente;  na  fotografia dela, tive  a  nítida visão de  labaredas saindo dos olhos,  tal o arraigado ódio pelos homens, só faltou declarar a  3ª  Grande Guerra,  tendo de um lado Homens  e do outro  Mulheres, e  o interessante,  é que,  respondendo ao entrevistador, ela disse nunca  ter  se casado, assim  como  não tinha  filhos...Tirei  os olhos do texto, e fiquei  olhando  para o teto... pensando... compreensível  tanto ódio,  mas,  qual homem  mereceria  um  Megassauro  daquele?   Imagina  uma  mulher  em  uma TPM daquelas violentas, enlouquecedoras,  elevada à nona potência... Imaginou?   Pois é o  que parecia  aquela  criatura  raivosa,  e não há  cacetete  ( nesse caso,  nem cacete )  que dê jeito  em tanto ódio.  Eu,  que  nos dias de TPM,  fico chorona, dengosa,  carente,  me acho insuportável,  imagina esse raivoso Megassauro, acima citado...coitado do Homem,  dá pena só de imaginar o pobre descacetado  ( nessa altura,  já capado pela fera ).  Para esse homem,  deveria  ser  permitida  a  Eutanásia...
  E no  continuar do  meu pensamento,  imaginei  a dita guerra,  sugerida  nas  entrelinhas   do  hediondo  discurso  feminista,  fiquei arrepiada  (e não foi de tesão) visualizando  um  mundo  sem  Homens, voltei  à  realidade  assustada,  e  corri  procurando um  pau,  digo madeira,  para "isolar",  como  fazia  minha  avó,  com  o  famoso  "pé-de-pato, mangalô, 3 vezes"...
Um  mundo sem homens seria o inferno na terra...eu sei,  eu sei, tem homem que é canalha, safado, cretino, sujo, sem caráter (algumas mulheres também o são), mas não me referi aos homenzinhos (aqueles que se acham machões),  me referi aos Homens,  aqueles com  agá e todo  o  resto  maiúsculo  ( tá,  ás vezes o  resto não é tão maiúsculo assim, mas...abafa o caso ), esses são indispensáveis, se, O Todo Poderoso  arquitetou algo  melhor que o Homem,  para a Mulher, das duas uma, ou Ele escondeu p'rá dar como brinde na outra vida, ou destruiu o projeto ( vixe!...deu  medo, só de pensar! ).
    O Homem  é obra  divina, tudo de bom,  eu adoro  Homem, e nem adianta  essa  cara de escandalizado tipo,  " que horror! "   ( hipocrisia faz mal à saúde,  tá? )...digo e repito "EU - A - DO - RO - HO - MEM", Homem  foi  feito na  medida para a Mulher  ( até o Diabo criar a  feminista,  aí ferrou tudo...), e que performance maravilhosa!  Aerodinâmica elegante, motor potente,  câmbio anatômico,  totalmente  reclinável e vai de zero à mil em pouquíssimos  segundos, o combustível  é  caro  ( Mulher com  M também maiúsculo ) mas já vem com todos os aditivos  e acessórios  necessários, e o encaixe  então? (uiiiii!) ...Simplemente perfeito!!!
    Homem  é  uma benção  da  Natureza,  o braço forte,  nos  ampara para evitar  o  tombo e os desvãos da vida, o  peito  largo (coisa mais linda!),  nos  aninha  para  o choro, tem a proporção certa para recostar nossas cabeças, quando carentes ou desiludidas; o abraço  nos  acalenta depois  do gozo, as mãos nos afagam  ou  nos protegem dos  homenzinhos (aqueles  metidos à machões),  a boca nos sorri,  o sorriso que ilumina nossas  dias nublados  ( isso sem  falar na covinha...ai, passei mal, agora), os olhos, nos  fazem tremer,  desejando  e  despindo.  Como é gostoso,  a porta do carro se abrir, e vermos aquela mão estendida esperando pela nossa,  ou,  a cadeira sendo puxada  para acomodar nosso corpo,  sem falar na noite  surpresa  em  lençóis de seda,  regado ao champagne,  ou a rosa colocada no travesseiro, enquanto ele prepara  o café da manhã...
    Qual  a  Mulher, é  louca, desvairada (ou mentirosa), ao ponto de dizer não  gostar  disso (eu disse  Mulher...T-Rex não conta!)?  Eu não saberia viver sem o Homem,  me sentiria um pedaço,  talvez até,  um pedaço de nada,  adoro a voz  rouca  no meu ouvido,  falando chamegos e indecências (afff...perdi a concentração), gosto muito  daquela  pegada , a famosa " vem cá meu bem ",  e  eu claro,   finjo não gostar, propositalmente, p'rá provocá-lo...é bom até, esboçar aquela briguinha boba, só  p'rá deixar ele zangado, e ele zangado é uma loucura (essa guerra vale a pena!). No fim, a cama recebe aos dois... amantes e amados (e que se lasquem as feministas mal amadas,  morram de inveja! ).
    Definitivamente!!!...Deus gosta  muito  de  nós mulheres,  nos  deu para amar, e sermos amadas, o ser exato...o maior presente para a Mulher, o Homem, deliciosamente perfeito  nas  suas imperfeições.  O único  adendo  dessa  maravilhosa criação, é que,  eles não se  mostram  na sua  plenitude  às mulherzinhas,  só se entregam e se revelam, nos braços de uma...Mulher!  


 


Khalit Sabanur
Ler Todo o Artigo... ►

25 março 2010

Mantra De Amor





 







Essa noite, eu sonhei...

Sonhei o ouvir divino
de um mantra entoado
que me fazia chama.
Sonhei com o encontrar
pelas estrelas cantado
predestinado...

Sonhei a espera doída
a chegada chorada
tal fonte brotada da rocha.
Sonhei o abraço infinito
e o tempo parado
abandonado...

Sonhei o silêncio audível
no grito de dois
a ausência do verbo.
Sonhei pensamentos invasivos
aríetes, desaforados
despudorados...

Sonhei o beijo de saudade
em bocas que se reconhecem
sôfregas da outra saliva.
Sonhei árabes almofadas
corpos envoltos,
jogados, largados...

Sonhei as mãos cúmplices
viajantes do espelho
acendendo fogo eterno.
Sonhei a fervura das entranhas
qual lava de vulcão
seiva em explosão...

Sonhei bocas entreabertas
por oxigênio escasso
saboreando a pele.
Sonhei a língua infame
chicoteando a carne
vibrante, latejante...

Sonhei corpos prisioneiros
na tortura lasciva
do palmo a palmo.
Sonhei as narinas invadidas
pela luxúria infernal
o cheiro animal...

Sonhei o olhar no olhar
desesperados de prazer
exigindo sua metade.
Sonhei o gozo encharcado
em um dueto gritado
nos lençóis marcado...

Sonhei, sonhei, sonhei...
depois minha alma
te beijou mais uma vez
preguiçosamente, e aí sim
abraçada ao teu corpo...adormeci.





Khalit Sabanur
Ler Todo o Artigo... ►

24 março 2010

Gal Costa

.







 Sexo e Luz











.
Ler Todo o Artigo... ►

22 março 2010

Teu Amor




 







Deita teu amor
Como jóia rara
Em delicada e infinita
Cama de estrelas,
Vela dele o sono
Como se fosse esse
O derradeiro olhar,
Aquece-o em teu remanso
Como que pequeno pássaro
Protegendo-o tenazmente
Das gélidas intempéries,
Embala-o ternamente
Como se a melodia do ninar
Tu tivesses composto,
Canta cada estrofe
Como se pela tua mão
A pena a tivesse escrito.

Cuida do teu amor...

Não o assustes
Com insanos gritos
Sussurra palavras doces,
Cativa-o pacientemente
Quando te parecer fugidio,
Fala mansamente
Não o atormentes
Como gralha infernal
Faz-te mavioso rouxinol,
Nunca ignores teu amor
Dando-lhe as costas
Nem por um breve
Mas terrível segundo,
Ouve-lhe atenciosamente
Mesmo que te pareça
Torturante ladainha
Faz apurado
o ouvir do teu coração.

Cuida do teu amor...

Alimenta-o fartamente
Sem meias medidas,
Dá-te como banquete
Nesse divino festim,
Faz dele teu oceano
Deixa-te afogar
Em êxtase eterno,
Bebe dele
Como ambrosia
Que de ti
Fará imortal,
Honra teu amor
Grita aos ventos
Dele o orgulho
Sorri fartamente
Ao pronunciá-lo,
Jamais à ele ofereças
A lâmina vil da traição.

Cuida do teu amor...

Acompanha-o sempre
Nunca faças dele abandono,
Exalta-o em sonhos de glória
Ergue-lhe o brinde
Em merecido louvor
Cinge-lhe a cabeça
Com a coroa de louros
Ofertada pelas tuas próprias mãos,
Ampara-o espartanamente
No momento de trevas
Transmuta-te em Luz
Guia-lhe os passos,
Usa de hercúlea força
Mas sustenta-o erguido,
Se preciso for
Defende-o com mãos nuas
Como se nelas
Espadas houvessem,
Enfrenta de peito aberto
Mesmo sem couraça titânica
A tirania e a infâmia
O medo e a miséria.

Cuida do teu amor...

Alimenta-te com ele
Do farelo pisoteado
Com prazer igual
De quando farta-te com ele
De caros víveres,
Cuida-lhe das feridas
Com o mesmo enlevo
Que perfumas seu banho,
Diz-lhe que o ama
Mesmo quando ele
Parecer não te amar,
Guarda teu amor
Como se fosse ele
A mais valiosa
De todas as tuas relíquias
Pois é justo isso...que teu amor é!
 




Khalit Sabanur
Ler Todo o Artigo... ►

18 março 2010

Oswaldo Montenegro

.








Metade















.
Ler Todo o Artigo... ►

17 março 2010

Me Ame











Então me ame...

 

Me ame como se nada mais importasse
Me ame  primeira
Me ame última
Me ame única
Me ame forte como as marés
Me ame eterno como o tempo
Me ame sem freios
Me ame ontem
Me ame agora
Me ame sempre
Me ame sem medos
Me ame atrevidamente
Me ame fascinado
Me ame adorado
Me ame com prazer
Me ame com lágrimas
Me ame enquanto dançamos
Me ame durante o choro
Me ame debaixo de chuva
Me ame no vazio do nada
Me ame no absolutismo do tudo
Me ame no olhar
Me ame no silêncio
Me ame quando não puder me amar
Me ame no erro
Me ame na conquista
Me ame por amor
Me ame à sombra de um vulcão
Me ame por inteiro
Me ame ...como se já me amasse





Khalit Sabanur
Ler Todo o Artigo... ►

Intercessão De Amor











Quero Voce...

Quero tua leveza de nuvem
que ecoa da palavra solta,
em provocativa onda

Quero tuas certezas de homem
amadurecidas divinamente,
em gestos de senado romano

Quero teu sorriso gentil
emoldurado por halo brilhante,
na diplomática condição de ser

Quero teu colo aconchegante
qual cama de gata siamêsa,
no entremeio de choros e dengos

Quero teus traços delineados
misteriosamente acentuados,
por rouca e sussurante voz

Quero teus olhos acesos
noturnamente brilhantes,
alimentados por verde fogo

Quero teu saber faminto
devorando eras e mais eras,
eternamente aprendendo de nós

Quero teus dias ascendentes
entre conquistas e brindes,
na intercessão do ter

Quero tuas noites convergentes
permeadas de vinhos e música,
lascivamente dançando em meu ego

Quero tua boca pedinte
absoluta, ousada, sôfrega,
entre beijos obscenos e dentes cravados

Quero teu corpo arrogante
desregrado na ferocidade voraz,
ditando o compasso do gozo

Quero teu desejo navegante
antes nau à deriva e sem pátria,
firmemente aportado entre minhas pernas

Quero teu amor imperativo
único, pessoal, intransferível,
inteiramente despedaçado em mim






Khalit Sabanur
Ler Todo o Artigo... ►

16 março 2010

Lendas de Espanha











"O jardim floresce...

Flores semeadas em dias passados
Desabrocham em vivas cores
E bailam ao sabor do vento
Como que em suave
E emocionante balé...
 
A terra que as acolhe
Como berço antigo
Não guarda mais
A cor rubra do sangue
Derramado pela guerra...
 
O adubo que as alimenta
Distribuindo por bordadas pétalas
O viço necessário à beleza
Não é mais oriundo
Das baias castelãs...
 
O céu que as cobre
Suave e eternamente
Com o cuidadoso olhar paternal
Não é mais 
O céu de Espanha...
 
Quem as observa
Em divino relembrar
Não é mais a Gitana
Com adagas à cinta
Aguardando nas terras altas...
 
O som que as embala
Na perfeita harmonia
Do compasso uníssono
Não é mais o resfolegar
Dos cavalos árabes...
 
O mar que as salitra
Em gotículas viajantes
Nascidas da força
Arrebentada em rochedo
Não é mais Mediterrâneo...
 
O farol que as iluminava
Assentado sobre Gerión
Não mais reaviva suas cores
Em noite escura
Transmutou-se em poesia...
 
A mão que as colhe
Transformando-as em adornos
De negros cabelos
Não é mais
Calejada pela cimitarra...
 
O nascer do astro-rei
Não traz mais
A melancólica saudade
A tortura da espera
...ou o grito de dor."





Khalit Sabanur
Ler Todo o Artigo... ►