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22 fevereiro 2010

Taças De Mar









Em algum lugar há voce
Meu cheiro
Meu cálice negro
Escudo espartano que me serve de berço
Agonia de bandolins em noite de lua
Meu verso, minha obscenidade
Implosão que provoca minha carne
Arremessa meu ego...
Quero a oferenda de um Tango
E a dor de dentes cravados
Arranho a alma
Rio de mim
Mordo a rosa
E tudo isso por detrás da porta...
A distância me faz companhia
E grita...lacônicamente
Ouço cordas
Saboreio a mão que dedilha
Há seda e geografia
O Absynto escorre
Como riachos perdidos na minha pele
Desviando-se de pêlos e marcas
Minhas tatuagens dançam
Bailam frenéticas
Tenho tranças
Por detrás de olhos cerrados...
Derramo o Deserto em taças
A música tem nome
Tem forma
Tem cor
As almofadas riem
E a brisa te traz pela janela aberta
Um sorriso de trova me enfeitiça
Deixo-me afogar...
Respiro o mar.



                                           ...ao Trovador de Yá...





Khalit Sabanur

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