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29 abril 2010

Diana Krall, Willie Nelson & Elvis Costello

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Crazy










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28 abril 2010

Livre de Ti, Dono de Mim











Cai a noite que te traz
Em sonho de brumas
Qual mágico tapete
Das noites do Oriente
E meu coração floresce
Tal vistoso girassol
Em prados de luz solar
Em min'alma teu futuro
Que anseia ser remanso
Teu remanso...
Tua hora de amar...
Alma que se faz teus sonhos
Tua busca tão antiga
Tua espera tão eterna
E entre cânticos e sussurros
Quem te clama por amor
Tem nos olhos
Ondas de areias
De longinquas dunas
E te prepara víveres
Dos quais tens fome
E te oferta...
Em lauto banquete...
Pacifica teu corpo
Acalenta teu sofrer
Ilumina teu sorriso
Banha teus olhos
Com o frescor da esperança
Te leva à rendição...
Faz de ti amado...
E em dueto divino
Escrito é
O pergaminho do tempo
O que d'antes foi busca
É hoje meu colo que te abraça
Te entrego tua herança
Como corsário
Em terras banhadas de mar
É tua a arca buscada
E dentro dela
Tesouros sem fim
Amor, honra...
Sorrisos e paz...
És o mais rico dos homens
És livre de ti
És dono de mim!




Khalit Sabanur
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Violão e Cordas











Quero tua presença
Em cada trecho de minha pele,
Teu braço forte,
Tenso em tremores...
Teus olhos fechados
Evitando meu olhar,
Antevendo o que sabes tão bem...
Minha proximidade te tira o eixo,
Te faz navegar em mares revoltos,
Faz liberto teu instinto...
Teu corpo responde,
Como o régio carvalho
Açoitado pelo vento do Leste,
Temes  ter as raízes arrancadas...
Mesmo em resistência ferrenha,
Sabes que és meu,
Sabes que buscas meu cheiro...
É o som da minha voz
Que canta em teus ouvidos,
É minha dança que te envolve
E cristaliza teu olhar...
Mesmo a outra entregue,
É em mim que tua vontade paira,
Se ao amanhecer,
Têm elas o teu adeus,
Tenho eu o teu peito
E o teu remanso...
Se delas te afastas,
É do meu abraço a tua entrega,
E te acolho,
Em atroz mistura
De amor e desejo...
Em tuas mãos eu te odeio,
Enquanto teu sorriso
Faz visível tua alma,
A barba que emoldura teu rosto,
Guarda saliva de beijo Mouro,
E meus cabelos
A força de tuas mãos...
Sentes o que pedistes
E o que temestes,
Somos violão e cordas,
Em dedilhado Flamenco...
Intensos, passionais,
Em palco divino e profano
E mesmo quando a noite,
Te leva a caminhar
Por outras estradas e desvãos,
É a alma Gitana que guarda
O teu desejo...e o teu coração. 


Khalit Sabanur
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26 abril 2010

Contágio










   Queria entender,  o antagonismo dos corações humanos...
É curioso, como encontro respostas para perguntas complexas mas não encontro para as perguntas simples dos nossos dias. Acho que se tornou mais fácil termos  as respostas exatas,  científicas,  até  mesmo as  das estatísticas  e  probabilidades,  do que termos as respostas do coração...
Vivo cercada de pessoas que dizem buscar o amor, a sua metade, sua alma gêmea, a "tampa da panela", mas nunca encontram...aí eu pergunto, por que será? E é aí que a coisa se complica, mais fácil seria decifrar o enigma das pirâmides. Será que o motivo é a vulgarização do verbo Amar?...Aliás, alguém atualmente, sabe o real significado desse verbo? O que reparo com frequência é uma idolatria desenfreada aos corpos sarados, malhados, homens e mulheres primando por desfilarem com corpos Apolíneos, sem se importarem com o fato de terem mente e alma totalmente sem conteúdo, sem forma, sem definição. Exercitar neurônios nem pensar! Não importa para o seguidor de Apolo, se ao abrir a boca colocará em uma  mesma frase "menas, pobrema, oculpado" e similares, assim como a sua versão feminina também não está preocupada com a Teoria Do Caos, mas sim com  exuberância dos seus seios e glúteos siliconados, para total sucesso da azaração. A antiga e deliciosa paquera, com aquele olhar insinuante e discretamente convidativo, foi substituída por um radar que busca pela chave de um carro ou pelos cartões de crédito que saem e entram nas carteiras. Perguntas que antes eram, "Qual seu nome?", "Está acompanhada?", "Podemos conversar?", "Posso te ligar?", foram brutalmente substituídas por "Onde mora?" (bairro com status?), "Tem carro?" (qual a marca?), "Trabalha em que?" (quanto ganha?), "Tá afim de sair?" (vamos transar?). O sexo, companheiro inseparável do Amor e tudo de maravilhoso que unia homem e mulher em cumplicidade total, virou elemento de alta rotatividade, não há mais desejo do "Ser", é só catabolismo, necessidade biológica ou exercício de vaidade, enfim...O material, o fútil, tomou o lugar do sentimental, da emoção, vivemos mergulhados em uma constante prevenção, além de não ser mais conjugado o verbo, desacreditamos do Amor e de tudo de bom que ele pode nos causar. Cada vez que nos deparamos com um gesto de carinho, de suavidade e afeto vindos de alguém, pensamos imediatamente, "O que será que está querendo?", "Tá sendo sincero(a) ou viu meu carro novo?". Gosto muito de uma frase dita por Gandhi, "O covarde é incapaz de demonstrar amor, amar é uma prerrogativa dos bravos."...e é impossível não perceber a verdade contida nessa frase, precisamos mesmo de coragem para nos entregarmos ao Amor, nos dias atuais, até porque, masculino e feminino parecem sentir medo da felicidade, buscam por ela com passos trêmulos, incertos. Estamos algemados de tal forma ao material, que não valorizamos a essência, não acreditamos na existência daquilo que dizemos buscar, parece que perdemos a capacidade de sonhar e se sonhamos, deixamos em último plano a idéia de transformar esses sonhos em projetos de vida, desprezando a possibilidade de realizá-los. O medo de amar é tão grande, que cada vez que demonstramos o quanto queremos bem alguém, esse alguém se vê caçado, amedrontado, enquanto deveria se sentir pleno, feliz. E nessa ausência total de Amor, construímos casas mas não temos um Lar, cuidamos do físico mas deixamos minguar a alma, amealhamos bens e jogamos no lixo o coração, engordamos nossas contas bancárias e definhamos a cada dia...sozinhos. Ás vezes, tenho a impressão que amar virou emprego, e para tê-lo, precisamos preencher um "Curriculum Vitae", temos que ter a altura tal, ganhar o salário tal, gostar da música tal, ter a medida tal, morar no bairro tal, dirigir o carro tal...e nessa ciranda fria e efêmera, esquecemos que o Amor não tem medida, tempo, status, formação acadêmica; Amor não escolhe etnia, crença, profissão, título; Amor é abiogênese na Alma, não tem hora, lugar ou motivo para acontecer. Amor nasce para cuidar e ser cuidado...
Constantemente ouço alguém, entre gargalhadas, me chamar de ridícula, palhaça, doente ou louca, por acreditar no Amor; paradoxalmente, me sinto feliz por ser "adjetivada" dessa forma...porque enquanto houver alguém ridículo, palhaço, doente, louco como eu, que mantenha o vírus do Amor vivo dentro de si, haverá também o risco de contágio, e essa doença chamada Amor, eu faço questão de espalhar...

Feliz daquele, que ainda se permite contagiar pelo Amor!




Khalit Sabanur
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Flamenco








 Flamenco





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24 abril 2010

Lascívia Flamenca




 






"O vento
Entra pela janela
Banhada de noite
Invasor...
Em carruagens de memória
Espalha aos meus ouvidos
O passional Flamenco
Faz dançar alma Gitana
O sapatear frenético
Desliza em doze cordas...
Entre palmas e perfumes
Sorvo tua presença
Qual febre que aplaca o gelo
Entre todos os vermelhos
Há algo de mais rubro
Em teu sangue
Que lateja em mim
Desvastando meus sentidos...
Teu cheiro tal qual cimitarra
Corta minha carne
Com maestria moura
E danço despedaçada
Como que fugindo da dor
Que te pede por cura...
Tua imagem
É meu cálice de loucura
Que bebo como sedenta
Teu olhar me faz atrevida
De matar tua fome
Minha fome
Nossa fome...
E afronto o vento
Tão antigo irmão do tempo
Que me faz fúria
Tão feroz como quem odeia
Tão louca como quem deseja
Tão lasciva...como quem ama."


 



Khalit Sabanur
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18 abril 2010

Café, Sax e Jardim











Quero um jardim
É...um jardim
Um jardim com flores
Com café e rede na varanda 
Com lua, luar e violão...
Um jardim tal pauta
De notas musicais
Com jeito de cama aquecida
Em amassados lençóis de paixão...

Quero um jardim de risos
Meio alegria de circo
Meio lágrima de felicidade
Desenhada na face sofrida...
Um jardim qual concha
Com barulho de mar
Como berço de pérola
Feito p'rá me aninhar
E até o fim me fazer brilhar...  


Quero um jardim com beija-flor
E ser flor, do jardim que me beija 

Um jardim que arrepia
Com carinho de bom dia
Com aconchego de boa noite...
Jardim com desejo de cio
De sonho vivido
De corpo tremido
De gozo pedido...  

Quero um jardim só meu
Que tenha como porta um abraço
Meio moleque travesso
Meio guerreiro medieval

Que seja minha água e meu fogo...
Um jardim que me faça canção
Que me ouça, que me enxergue
Me leia e me traduza
E faça sereno o meu coração...

Quero um jardim para o amanhã
No eterno bailar do agora
Assim, com a  minha poesia
Assim, com o som de um sax
Na delícia do vício de amar...
Um jardim...é só o que eu quero
Adubado por um só olhar
P'rá que minha alma sinta
Como é bom...ter para onde voltar


 


Khalit Sabanur
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17 abril 2010

Sussurros De Outono




 






Quem vem, em noite de outono?
Qual raio de sol em meio a neblina
Descortinando antiga beleza
Revelando ricos mistérios
Pondo-se diante Esfinge
Tal Édipo pronto e curioso...

Que sonhos, carrega linda alma?
Andou ela em vale de sombras
Esperançosa como a própria liberdade
Em oculto Tártaro doloroso
Buscando outra tão gêmea
Renascida em berço de areias...

Quantos desejos, navega em suas veias?
O que lhe faz tremer a carne
Toca-lhe prima a etérea forma
Como ancestral beijo tatuado
Na sina invisível do ser
Como d'antes seduzido e amado...

Quando gritará, perdido coração?
Clamando o que a ele pertence
Por auroras e poentes
Apartado foi da eterna loucura
Que em encanto o traduz
E em volúpia o inebria...

Sonhastes, desejastes, gritastes
O que fizestes em doce desvario?
Agora...
Meu nome é teu sussurro
Meu corpo teu remanso
E meu amor...O teu destino




Khalit Sabanur
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15 abril 2010

Phil Collins

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 Against All Odds
(Take a Look at Me Now)














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Loucuras e Letras




 






Desejo...
Que teu dia seja lindo
Com cheirinho de café
Moído na fazenda
Gostinho de pão-de-queijo
Recém saído do forno
Que haja o frescor
Da água de cachoeira
Que teus olhos brilhem
Que teu passo seja leve
Flutuante...
Que teu sorriso
Ilumine teu espaço
E que teu espaço
Seja infinito
Que teu coração
Não caiba no peito
Que tua voz
Queira cantarolar...
Que tua mão
Queira a pena
E que a pena
Queira as Letras
Que sejas intenso louco
Assim como Quixote
Buscando Dulcinéia...

Que teus olhos se fechem
Para enxergar
O que outros não podem ver
Que teus cinzas
Renasçam arco-íris
Que tua vontade
Seja de construir
E que as construções
Sejam de amor...
Que alguém te surpeenda
Olhando para o nada
Repleto de tudo
Que teu desejo
Ofereça também remanso...
Que tua alma enfim
Por um simples segundo
Não se esqueça...de lembrar de mim!




Khalit Sabanur
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04 abril 2010

Chamas e Vinhos









"Por que me chamas?
Não vês que danço?
Entre chamas e vinhos...
Não vês?
Sou o tremular do fogo
A essência da noite
O pó da estrada
Não grites o que não podes ver
Silencia no meu olhar
Olha o meu silenciar
Entre sorrisos e música
Segue meus pés descalços
Que desenham a tua melodia
Sem pauta...
A rabeca me conhece
Tão melhor do que pensas
Sabe que sou o tempo, o vento
O perfume da flor
E o cheiro da fêmea
Sorri de volta o meu sorriso
Antes de findar a noite
Tua sorte está lançada
Entre dados e saboroso run
Acerca-te da fogueira
Marca com palmas a tua sina...
Respira a negritude
Em meus cabelos
Sou a Luz
Invasora e reveladora
Sou a roda em minha bandeira
Infinita e atemporal
Sou o ranger e a tenda
Não me dividas
Ou me tomas
Ou te afasta
Faz-me retornar ao berço
Entrega-me à pátria de mim
Sou o sagrado
Muito além do coração profano...
Sou a que ama a vida
Nas asas do pássaro
Ou no uivo do lobo
Emano a doçura de um colibri
Ou a ferocidade do tigre
Sigo o Verbo
Mas empunho adagas
Navego em águas tortuosas
Assim como
Guerreio pelo Amor
Sou Cigana
Nascida no chão
Para melhor ...olhar as estrelas!"






Khalit Sabanur 
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01 abril 2010

André Rieu

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 Ben













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Só Por Hoje...











Ah coração!
Sossega nesse peito cansado
Não acelere teu caminhar
Pensa em mim
Me cuida
Bate devagar
Não maltrata
Esse sangue chorado
Não faz vibrar meu ser
Ah coração!
Não te aventures pelo vazio
Não te lances em abismos
Contenha-te
A Esperança não te gosta
Não é o teu colo amparador
Não vês o que me fazes?
Sabes bem
Que não te creio mais
Sempre me enganas
Muito embora
Não haja em mim
A Alegria
Sem teu melodioso pulsar
Ah coração!
Deixa-me  de olhos abertos
Não fecha minhas pálpebras
Fazendo-me ver
O que de sonho não passa
Deixa meus pés
Em fusão com a terra
Não me lances aos céus
Qual estrela brilhante
Temo o apagar da Luz
Verto infinitas lágrimas
Ao me tornar cadente
Poupa minha alma
Da tortura do abandono
Deixa-a cicatrizar
O que ainda sangra
Ah coração!
Não te ofereça à outras mãos
Que te farão
Limalha de carne e sangue
Sossega em teu abrigo
Dorme em teu berço
Até o dia raiar
Ao menos por hoje
Só por essa noite
Esquece de amar!




Khalit Sabanur
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