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27 julho 2011

Ainda Há Tempo!











 


      E mais uma vez, a raça humana é vencida pela força nefasta do vício...
Mais uma vida precocemente ceifada  pela "Senhora da Ilusão e do Desespero". 
Amy Winehouse (1983-2011), uma jovem talentosa, dona de uma voz assombrosamente "black", uma verdadeira preciosidade para a Música em todos os seus segmentos e ângulos. 
     Diante da notícia - lançada como um torpedo em direção aos meus neurônios através da mídia - , a cortina do passado abre-se e é impossível não lembrar de tantos iguais que foram arrastados para além da vida, pela praga corrosiva e aniquiladora das drogas, em plena juventude...Brian Jones (1942-1969), Jimi Hendrix (1942-1969), Kurt Cobain (1967-1994),  Janis Joplin (1943-1970),  Jim Morrison (1943-1970)  e muitos outros...isso sem mencionar os cidadãos comuns, sem fama ou talentos únicos. 
Inevitável; minha mente  entra em um looping, tentando entender o porque; o que leva alguém a tomar esse caminho, um caminho sabidamente sem retorno. Raciocínio não crítico, mas antes, reflexivo e aflitivo, como que em busca do "algo a ser feito", quase que um sentimento de participação...
Mas...não será essa a verdade, ou, realidade? Não será nossa também, a responsabilidade?
E não refiro-me ao "nós" brasileiros, estadunidenses, ingleses, franceses, árabes, gregos ou troianos...mas sim, ao "nós" "raça humana", estamos perdendo a capacidade de cuidar, de compartilhar, de importar-nos, de dialogar. A nossa percepção em relação ao próximo é quase inexistente, preocupamo-nos com a ascenção social, com o sucesso profissional, com o aproveitamento do "tempo" - fator atualmente tão escasso -, que não  percebemos o quanto distanciamo-nos dos nossos amores, dos nossos entes queridos...do próximo. Quantas vezes deixamos de dar atenção aos filhos, e, para evitar cobranças, achamos melhor agradá-los com um impensado "sim". Em quantos momentos presenteamos os nossos amados e amantes com um rude "não", para não "perder tempo" com diálogos e bobagens românticas. E as inúmeras vezes que nem ao menos respondemos um gentil "bom dia", seja na rua, no elevador, no supermercado, só pelo fato desse bom dia ter partido de um estranho? ...Como se responder, oferecesse risco à nossa existência.
Talvez, responder ao bom dia do estranho, faça-o ter a certeza de que existe e é notado, evitando ou resgatando-o de uma depressão...é possível que, se ao invés do "não" dito ao parceiro, oferecermos um "tempinho" para o diálogo, o outro sinta-se mais amado e cuidado, anulando assim, as probabilidades de discussões exasperadas e tragédias. Nossos filhos, ouvindo um "não" - seguido de atenção e porquês -, podem aprender a lidar com limites e responsabilidades, evitando assim, que eles ouçam - e digam sim - aos "conselhos" da turminha de "amigos" que não é cuidada por alguém e tem como "diversão", compartilhar sua desventura.
Quando fechamos as portas do cuidar , abrem-se as janelas da intolerância, do crime e das drogas; enquanto cruzamos os braços evitando o abraço acolhedor, é possível que estejamos lançando nossos filhos e amados no colo viscoso, abissal e hediondo do vício, e incrivelmente, na maioria das vezes, enquanto precipitamo-nos em acusar, apontando o "dedo na cara", não temos a mínima sensibilidade do quanto somos responsáveis em relação ao ocorrido.
A droga está para o depressivo, solitário, revoltado, como um lauto banquete está para o faminto; em enganosa propaganda, oferece a realização de sonhos, o sanar das dores, o amor presente, a felicidade plena...
Traiçoeiramente destrói o corpo , aprisiona a razão e esmigalha a alma. Torna-os fantoches, inumanos em um circo de horrores.
E nessa roda viva do tempo, ou melhor dizendo, da ausência dele, quase que imperceptivelmente, entramos em fusão com um mundo surreal que nos transmuta em seres "pré-mecatrônicos", perdendo aos poucos e sinuosamente a capacidade de sentir, e enquanto isso, deixamos para trás um rastro de Amy(s), Morrison(s), Jimi(s), Cobains(s), Janis(s) e similares.
 
Cuidemos mais do nosso próximo, dos nossos amados...dos nossos filhos.
 
Ainda há como e porque, sermos... Humanos!
 



Khalit Sabanur

2 Comentários:

mara*

Amy, Jimi, Joplin, Kurt, Billie, Lester...Todos caminharam para uma autodestruição consciente. Reabilitação? Amy diz três vezes não em Rehab. As drogas não acontecem como uma gripe, um câncer, são escolhidas. Amy optou pelo seu vício e pela sua destruição. Amy criava suas próprias regras. E os abutres apareceram. Um site prometeu um prêmio para quem acertasse a data da morte de Amy. Quando viva quanto mais decadente aparecesse, melhor; quanto mais alcoolizada, melhor; quanto mais zumbi melhor. E esses abutres lamentaram a sua morte.

Beijo você menina!

Khalit Sabanur

É menina Mara...infelizmente, escolhas conscientes e letais, riscos assumidos. Fracos espítitos, mas, como diria titio Freud, "Como fica forte uma pessoa quando está segura de ser amada!"...e talvez, só talvez, seja a ausência desse sentir, o fio condutor dessa escolha destruidora.

Feliz demais por ler seu comentário aqui no Arestas...Beijo, menina!

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