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02 agosto 2011

Herança...











   São várias as indignidades praticadas por esse Brasil afora, mas, é revoltante a situação da Educação no nosso país. A classe dos educadores é tratada como "NADA" pelos nossos governantes.
Ontem, em uma conversa com amigos, ouvi o seguinte comentário, "A classe dos Professores , é tratada pelo governo, como um burro faminto puxando um container abarrotado"...raciocinei a respeito, e achei apropriadíssima a colocação, realmente, assim são tratados os professores pelo governo, ou seja, levando-se em consideração o fato de que é impossível ao burro (Professor) faminto (Salário de fome), deslocar um container abarrotado (Educação), este, torna-se então motivo de risos perante aqueles que divertem-se com o infortúnio do animal.
E trazendo essa figura metafórica para a nossa realidade, assim o é; estes senhores e senhoras engravatados que dizem-se administradores do Estado, por detrás das suas mesas ou confortavelmente recostados em poltronas de jatinhos (com suas contas bancárias abastadas pelo dinheiro do POVO), divertem-se com o esforço sobre-humano dos professores pela sobrevivência da Educação e deles próprios, educadores.
Será que estes engravatados, não têm noção do que é educar? 
Educar demanda tempo, dedicação, aprimoramento, abnegação; muitas vezes, professores têm que abrir mão do lazer, dos afazeres domésticos, da vida pessoal, da família, em prol do planejamento e exercício de aulas...e, por acaso, pensam estes senhores que, planejar uma aula é como fazer uma lista de compras?
Educar é um caminho íngreme, tortuoso, estafante.
O mínimo que esta classe deveria receber - seja oriundo das acima citadas  mesas de carvalho ou poltronas de jatinhos - é RESPEITO!
Mas ao que parece-me, a palavra RESPEITO não é presente no dicionário usado (?) pelo Sr. SÉRGIO CABRAL e asseclas (impossível esquecer a alcunha de "vândalos" dada por este senhor, aos Bombeiros), mas embora profundamente indignada,  compreendo a exclusão da referida palavra do "Aurélio" destes senhores, vejamos...

RESPEITO, 

abre caminho para Salário digno...

Salário digno, 

abre caminho para Professor produtivo...

Professor produtivo, 

abre caminho para Educação de qualidade...

Educação de qualidade, 

abre caminho para Povo culto...

Povo culto, 

abre caminho para Consciência da Cidadania...

e finalmente...

Consciência da Cidadania 

abre caminho para a NÃO REELEIÇÃO do LIXO POLÌTICO!!

Fica então, óbvio o porque das coisas.

E o óbvio faz emergir em minha mente uma pergunta...

"Que herança deixarei para meu filho?"

Não sou professora, não fui tocada por esse sopro divino, mas, tive mestres inesquecíveis que fizeram-me ter o conhecimento de que, a ORDEM e PROGRESSO que constrói  uma verdadeira NAÇÃO tem como berço a EDUCAÇÃO, sem esta, não há dignidade, saúde, segurança, crescimento...
E só há um meio de darmos término ao "Pão e Circo"; levantarmo-nos do "Berço Esplêndido" e expurgarmos a CORJA POLÍTICA VAMPIRESCA - que suja e suga os nossos direitos -, apoiando aos professores nesta luta justa e dando o devido e necessário valor à EDUCAÇÃO!

É essa postura que deixo como herança para meu filho...

E voce?...O que deixará de herança para os seus?












Khalit Sabanur

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27 julho 2011

Ainda Há Tempo!











 


      E mais uma vez, a raça humana é vencida pela força nefasta do vício...
Mais uma vida precocemente ceifada  pela "Senhora da Ilusão e do Desespero". 
Amy Winehouse (1983-2011), uma jovem talentosa, dona de uma voz assombrosamente "black", uma verdadeira preciosidade para a Música em todos os seus segmentos e ângulos. 
     Diante da notícia - lançada como um torpedo em direção aos meus neurônios através da mídia - , a cortina do passado abre-se e é impossível não lembrar de tantos iguais que foram arrastados para além da vida, pela praga corrosiva e aniquiladora das drogas, em plena juventude...Brian Jones (1942-1969), Jimi Hendrix (1942-1969), Kurt Cobain (1967-1994),  Janis Joplin (1943-1970),  Jim Morrison (1943-1970)  e muitos outros...isso sem mencionar os cidadãos comuns, sem fama ou talentos únicos. 
Inevitável; minha mente  entra em um looping, tentando entender o porque; o que leva alguém a tomar esse caminho, um caminho sabidamente sem retorno. Raciocínio não crítico, mas antes, reflexivo e aflitivo, como que em busca do "algo a ser feito", quase que um sentimento de participação...
Mas...não será essa a verdade, ou, realidade? Não será nossa também, a responsabilidade?
E não refiro-me ao "nós" brasileiros, estadunidenses, ingleses, franceses, árabes, gregos ou troianos...mas sim, ao "nós" "raça humana", estamos perdendo a capacidade de cuidar, de compartilhar, de importar-nos, de dialogar. A nossa percepção em relação ao próximo é quase inexistente, preocupamo-nos com a ascenção social, com o sucesso profissional, com o aproveitamento do "tempo" - fator atualmente tão escasso -, que não  percebemos o quanto distanciamo-nos dos nossos amores, dos nossos entes queridos...do próximo. Quantas vezes deixamos de dar atenção aos filhos, e, para evitar cobranças, achamos melhor agradá-los com um impensado "sim". Em quantos momentos presenteamos os nossos amados e amantes com um rude "não", para não "perder tempo" com diálogos e bobagens românticas. E as inúmeras vezes que nem ao menos respondemos um gentil "bom dia", seja na rua, no elevador, no supermercado, só pelo fato desse bom dia ter partido de um estranho? ...Como se responder, oferecesse risco à nossa existência.
Talvez, responder ao bom dia do estranho, faça-o ter a certeza de que existe e é notado, evitando ou resgatando-o de uma depressão...é possível que, se ao invés do "não" dito ao parceiro, oferecermos um "tempinho" para o diálogo, o outro sinta-se mais amado e cuidado, anulando assim, as probabilidades de discussões exasperadas e tragédias. Nossos filhos, ouvindo um "não" - seguido de atenção e porquês -, podem aprender a lidar com limites e responsabilidades, evitando assim, que eles ouçam - e digam sim - aos "conselhos" da turminha de "amigos" que não é cuidada por alguém e tem como "diversão", compartilhar sua desventura.
Quando fechamos as portas do cuidar , abrem-se as janelas da intolerância, do crime e das drogas; enquanto cruzamos os braços evitando o abraço acolhedor, é possível que estejamos lançando nossos filhos e amados no colo viscoso, abissal e hediondo do vício, e incrivelmente, na maioria das vezes, enquanto precipitamo-nos em acusar, apontando o "dedo na cara", não temos a mínima sensibilidade do quanto somos responsáveis em relação ao ocorrido.
A droga está para o depressivo, solitário, revoltado, como um lauto banquete está para o faminto; em enganosa propaganda, oferece a realização de sonhos, o sanar das dores, o amor presente, a felicidade plena...
Traiçoeiramente destrói o corpo , aprisiona a razão e esmigalha a alma. Torna-os fantoches, inumanos em um circo de horrores.
E nessa roda viva do tempo, ou melhor dizendo, da ausência dele, quase que imperceptivelmente, entramos em fusão com um mundo surreal que nos transmuta em seres "pré-mecatrônicos", perdendo aos poucos e sinuosamente a capacidade de sentir, e enquanto isso, deixamos para trás um rastro de Amy(s), Morrison(s), Jimi(s), Cobains(s), Janis(s) e similares.
 
Cuidemos mais do nosso próximo, dos nossos amados...dos nossos filhos.
 
Ainda há como e porque, sermos... Humanos!
 



Khalit Sabanur

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26 julho 2011

Scorpions

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 Under The Same Sun













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23 julho 2011

Entrecaminhos





Chuva que escorre
Entre olhares vazios
Descalços pés calejados
Dentre poças de angústias
Clamando calor 
De adormecido sol
Todavia 
Só a Lua te abraça
Com cálido silêncio
No luzir prateado...

E tua alma despenca
Do alto inalcançável de ti
Em mergulho sinuoso
Eternamente abandonado
A ciranda do tempo
Alimenta o torpor
De transparentes paredes
Onde jazem teus quadros
Emoldurados laconicamente
Por reluzentes serpentes...

A música ao fundo
É de passos antigos
Ecoando espartanamente
Por galerias esquecidas
Oriundos de sonhadas paisagens
Quimera real
Palpável devaneio
E o círculo infindável
Se impõe veloz
Fazendo-te avançar
Por veredas infindas
Que entrecortam... o teu coração.



Khalit Sabanur
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28 junho 2011

Professores...Ancoradouros Eternos





 Choi,Sung-Bong...










 
 
 
 
 

 
   um pequeno-grande-guerreiro que aos 22 anos diz: “quando eu era jovem”. Um sobrevivente que pisou pela primeira vez em uma sala de aula, no ensino médio, após dedicar-se, lutar com todas as suas forças, pela conquista do seu diploma do ensino fundamental, através do supletivo. Enfim,  é incontestável  a determinação desse jovem...
Mas há algo, que tocou o âmago, a essência do meu espírito...em determinado momento, quando inquirido sobre, ter estudado música, a resposta dele foi:  “Eu teria aulas com um Mestre, se tivesse chance!”. Essa frase calou fundo...
Provavelmente, a maioria deduza que, o que me tocou foi a “necessidade”  intrínseca; a falta de recursos inerente ao jovem Choi, declarada na frase. Não!
Não foi o “público e notório” que sacudiu minha alma, mas a reverência que esse jovem - tão maltratado pela vida – faz ao sonhado Mestre. Mestre esse que ele nunca teve, mas sabe da grandiosa relevância deste para seu futuro, para o futuro dos seus sonhos; para seu crescimento e aprimoramento, independentemente do seu talento nato.
   Choi, dá ao termo Mestre, a devida magnitude; nas entrelinhas, clama e proclama ao mundo, que nenhum de nós é “alguém”, sem a presença dos Mestres em nossas vidas.
Sem Mestres não há crescimento, aprimoramento, realização plena...
Esse pequeno-grande-guerreiro, fez-me sentir vergonha!  Vergonha de ver o nosso governo, pisar na Educação e nos Mestres como se insetos nocivos fossem. Senti-me envergonhada de saber, estampadas em jornais do Brasil e do mundo, notícias de professores ameaçados, maltratados, espancados, agredidos física e moralmente, por alunos criados na cartilha do “sou di menor, meu velho é chapa quente”...e pais detentores  da filosofia  de “passar a mão na cabeça” da “pobre criança”...
Quando não, vejo a casta política e politiqueira, que na ausência de respaldo de caráter, cita Sun Tzu para justificar a sua total incompetência, desconhecendo, inclusive, que o talento desse grande estrategista, oriundo foi, da forja disciplinar de alguns Mestres; Mestres esses, que por Sun Tzu sempre foram honrados.
Triste, lamentável ver, que instaurou-se no Brasil a treva do “não-saber”. Pais alimentando filhos monstros, governantes corruptos corrompendo a Educação, reles administradores  fazendo citações errôneas, equivocadas, tentando encobrir sua busca pelo poder e a bestialidade do massacre aos educadores e Educação, inclusive, com salários indignos equiparando-os aos prisioneiros das galés.

O que há de futuro, quando é apagada a luz da cultura?

O que será de um Brasil, lançado ao cárcere trevoso da ignorância?

Qual o destino de um povo apartado do saber?
   
  Tive uma gigantesca e poderosa âncora no oceano da minha vida, que foi meu pai, mas muitos foram os ancoradouros, nos quais fiz-me segura, forte, faminta de saber.
Esses ancoradouros foram ao longo do navegar, meus professores, uns mestres, outro shidoshi, outrossim técnico, mas...todos Mestres; todos guardados em minhas lembranças, tatuados eternamente em minhas palavras, atitudes, decisões...
Um dia, alguém disse: Voce deveria ser professora! Minha resposta foi imediata, “Não!...Tenho a força, mas falta-me a divindade para ensinar.”
Meus Mestres  levaram-me  ao Olimpo, desceram comigo ao Érebo, fizeram-me navegar por “mares nunca d’antes navegados”, forjaram-me guarda dos Shoguns, guiaram minhas mãos com a pena, elevaram-me ao Cosmos para ouvir estrelas, ofereceram-me o mais valioso dos bens...a Liberdade!

 Oxalá, venha o dia, em que o povo brasileiro entenda , assim como o jovem Choi sente, o quão aniquiladora é a ausência de um professor, de um MESTRE!


Khalit Sabanur

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20 junho 2011

Alquimia












"Música que acalma minh'alma
  Música que liberta meu ser
  Dá-me tua benção e teu amanhecer
  Faz-me a reza e o terço
  Faz-te minha estrada e meu berço

  Música que desperta meus sentidos
  Música que sepulta minha dor
  Dá-me teu curar e teu torpor
  Faz-me a nostalgia e o cio
  Faz-te meu agasalho e meu calafrio

  Música...
 
 Abençoada criação de divina alquimia
  Eterna pauta do que escrevo em poesia."




 Khalit Sabanur
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